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Cooperação internacional à vista?

por admin
21/10/11

A Ordem Ambiental Internacional é um assunto cada vez mais corriqueiro ao redor do mundo. Desde a Crise de 1973, conhecida como “Crise do Petróleo”, o homem interpreta os recursos naturais contidos na Terra como findos, ou seja, foi o primeiro momento que o homem encarou a possibilidade de não poder usar a natureza para seu proveito.

Rio+20

A questão é que a partir do crescimento demográfico acelerado no mundo e a maior industrialização dos países é gerado um crescimento nas pressões globais, além de aumentar o consumo de matérias-primas e a extração mineral. Assim, conferências ambientais internacionais precisam ser pensadas, como foi o caso da Conferência de Estocolmo em 1972, a ECO-92 e a Rio +20 que ocorrerá em 2012 no Brasil.

Muitas expectativas são criadas em cima desta última, pois após tantos acordos internacionais, muito pouco foi realizado. O próprio coordenador executivo da conferência, Brice Lalonde, diz que agora é a hora para agir, sem mais debates políticos sobre princípios.

A ação propriamente dita será feita ao estimular a produção de energias renováveis, como a eólica que utiliza os ventos para produzir energia elétrica. Assim, os países poderão produzir algo novo, o que traz benefícios para a sociedade, como campo de trabalho e crescimento industrial de um setor moderno, além de ser mais fácil convencer um país de introduzir uma nova forma de produção de energia – só que agora limpa –, do que diminuir emissões a partir de paralização industrial.

A Rio +20 poderá transformar o Brasil em um líder ambiental, ao assumir a chamada “Revolução Verde”, a qual tem por responsabilidade não só refletir os próximos vinte anos a partir de um viés econômico ou social, mas auxiliar realmente o planeta a recuperar sua potência natural.

Por mais complexo e até improvável que pareça só se poderá alcançar isso através da cooperação internacional, isto é, somente com o apoio tanto dos países emergentes quanto das grandes soberanias se poderá conseguir algum resultado de mais esta conferência internacional. Somente se abrirem mão de um crescimento exacerbado, aceitando um desenvolvimento realmente sustentável é que os debates políticos darão espaço para as ações e recuperações que tanto são necessárias.

Escrito por Gustavo Rufo Peres

Mais informações:

Rio+20: priorização do uso de energias limpas

MERLE, Marcel – O Sistema Internacional. In: Sociologia das Relações Internacionais. Brasília: Editora UNB, 1981. (pp. 327-345).

RIBEIRO, Costa Wagner – A Ordem Ambiental Internacional. Editora Contexto, 2001.