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“Nossos bosques têm mais vida”, até quando?
Terceira maior usina hidrelétrica do mundo, 11 mil MW de energia, 30 bilhões de reais, mais de quatro mil famílias deslocadas e a maior obra do PAC. Esta é a usina hidrelétrica de Belo Monte, é também a responsável pelas polêmicas e protestos que ocorrem no mundo inteiro, desde o alvará de licenciamento para sua construção. Entretanto, embora os movimentos estejam ocorrendo, inclusive liderados por artistas e outras celebridades, a opinião pública ainda se encontra dividida.
Apesar do impacto ambiental, estima-se que, durante 200 anos, Belo Monte contribua para uma autonomia energética e será responsável também, por uma grande geração de emprego e pelo conseqüente desenvolvimento do Norte. 
De acordo com o site oficial da usina, a região está prevista para receber uma compensação financeira anual de 88 milhões de reais, referente à indenização de agricultores e moradores das regiões ribeirinhas, que serão transferidos para casas com infra-estrutura urbana e saneamento básico, em locais com equipamentos públicos, como escolas e áreas de recreação e lazer.
Embora a obra possa trazer tais aspectos positivos para a região, é preciso levar em conta que a região pleiteada por essa apresenta incrível biodiversidade de fauna e flora. Segundo os pesquisadores, a bacia do Xingu apresenta significante riqueza de biodiversidade de peixes, com cerca de quatro vezes o total de espécies encontradas em toda a Europa. Sendo assim, esta grande diversidade poderia ser afetada pelo sistema de eclusa que causará a perda irreversível de centenas de espécies. Outro ponto conflituoso é o fato do projeto ter desconsiderado o fato do Rio Xingu ser o mais rico em diversidade cultural, por conter uma população de 13 mil índios e 24 grupos étnicos vivendo ao longo de sua bacia. O barramento do Xingu representa a condenação dos seus povos e das culturas milenares que lá sempre residiram. O projeto, aprovado para licitação, embora afirme que as principais obras ficarão fora dos limites das Terras Indígenas, desconsidera e subestima os reais impactos ambientais, sociais, econômicos e culturais do empreendimento.
Pensando nisso, o Movimento Gota D’Água, criado a partir de celebridades brasileiras, discute o planejamento energético do país a partir da construção da usina de Belo Monte e promove um baixo assinado contra a sua construção. A missão da Gota D’Água é comover a população alertando-os para a causa da construção utilizando as ferramentas da comunicação em multiplataforma.
O movimento nos ensina que é preciso repensar o futuro, e construí-lo a partir do presente. Construir “um mundo melhor, mais consciente e solidário”.
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